Maria Teresa Horta - Poesia - Década de 1960

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Maria Teresa Horta
336 páginas 

Organização: Michelle Vasconcelos e Marlise Vaz Bridi

Espelho Inicial • Tatuagem – In poesia de 61 •  
Cidadelas Submersas • Verão Coincidente • 
Amor Habitado • Candelabro  • 
Jardim de Inverno • Cronista não é Recado

 

Maria Teresa Horta inicia seu percurso literário no início da década de 60 do século passado e, sem interrupção, continua sua trajetória até os nossos dias, o que representa praticamente 60 anos de poesia e de ficção de uma qualidade irretocável, uma trajetória poucas vezes realizada na história da literatura com o vigor e rigor da que temos, como leitores e estudiosos, a alegria de presenciar.
O fato de Maria Teresa Horta ser uma das poetisas e escritoras portuguesas de maior reconhecimento entre os brasileiros, apesar de ter, obviamente, toda sua obra escrita em Português (o que, em princípio, seria de acesso direto à nossa leitura), deixa-nos, entretanto, em grande dificuldade a cada volume de sua obra publicado em Portugal, uma vez que é sabida a dificuldade que temos, apesar da propalada irmandade entre nossos povos, de acesso aos livros portugueses por nós e dos brasileiros, por eles.
A publicação dos volumes da obra inicialmente traz aos leitores a poesia de Maria Teresa Horta organizada por décadas, iniciando com a década de 1960. Os volumes de poesia são acompanhados de estudos realizados por especialistas brasileiros e portugueses de literatura portuguesa o que, sem dúvida, só amplia o interesse da nossa edição, que se configura como crítica.
Este volume de abertura contempla a poesia da década de 1960, mais exatamente os títulos: Espelho Inicial (1960), Tatuagem (In Poesia de 61, 1961), Cidadelas Submersas (1961), Verão Coincidente (1962), Amor Habitado (1963), Candelabro (1964), Jardim de Inverno (1966) e Cronista não é recado (1967), e conta com os estudos de Ana Maria Domingues de Oliveira e de Luís Maffei, ambos estudiosos de poesia portuguesa, que em publicações anteriores se dedicaram à leitura da obra de Maria Teresa Horta. 
Resta ainda dizer que não podemos prometer a obra completa de Maria Teresa Horta: como incontáveis vezes já se falou, como uma espécie de provocação a todos nós, seus leitores, sempre restará o mistério das Novas Cartas Portuguesas que esperamos se mantenha como tal por muito tempo, já que Maria Teresa Horta e suas parceiras na publicação da obra – Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa – comprometeram-se jamais, em vida, revelar a autoria individual dos textos que compõem essa obra absolutamente importante para a história da literatura portuguesa e da própria História de Portugal.

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