Kierkegaard através do tempo

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Natália Mendes (organizadora)
ISBN 978-65-5953-004-5

276 páginas

 

Se historiadores da Filosofia enfrentam problemas como: o que torna uma obra canônica? O que define uma obra filosófica? Ou, como ler e interpretar clássicos? Filósofos que se interessam por Kierkegaard enfrentam mais duramente tais problemas metafilosóficos: é Kierkegaard filósofo ou apenas um literato bem sucedido, um cristão dissidente, um psicólogo antes da consolidação própria Psicologia? Se Kierkegaard é filósofo, de que problemas ele trata? Pode a forma da maioria de seus escritos ter condenado seu próprio conteúdo ao estigma de não filosófico?
Kierkegaard diria, no entanto, que estas perguntas já contêm respostas, portam uma petitio principii, e devem ser outras: Pode a forma desvincular-se do conteúdo? Pode o objeto desvincular-se do método? Eu ainda acrescentaria: com quais cuidados metodológicos pode-se acessar os problemas tratados por um filósofo que também fora reconhecido na literatura mundial? Se a Filosofia foi historicamente escrita recorrendo aos diversos gêneros literários: cartas, ensaios, epístolas, tratados, diálogos, etc., por que a pergunta sobre a legitimidade recai sobre Kierkegaard? Como diria M. Piety, se a forma dos escritos de Kierkegaard o condena a um lugar subalterno na história da Filosofia, então não teríamos que reavaliar também o lugar de Platão, Montaigne, Nietzsche, Camus, Sartre e Bergson no cânone?
Esperamos, com o conjunto de textos de juventude de alguns dos kierkegaardianos mais recentes que aqui seguem, realocar as questões acima mostrando quantos múltiplos lugares Kierkegaard ainda ocupa na Filosofia. Trataremos do importante problema das categorias; da relação disjuntiva entre ser e pensar; do problema da consciência; do materialismus-vitalismusstreit; da sua herança hegeliana e kantiana; do Kierkegaard supostamente apolítico e conservador; mas também de aspectos originais de seu projeto: da sua importante relação com Goethe, Barth e Abraão, das disposições existenciais, da subjetividade e da repetição. O desafio de estudar o Kierkegaard filósofo é não poder separá-lo do Kierkegaard teólogo, literato e psicólogo. Logo, quando perguntam, como um de nossos textos bem abordará, - É Kierkegaard filósofo?  Eu diria - qual deles não é?


Natália Mendes

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